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Como lidar com a exaustão emocional no dia a dia (passos simples)

  • Foto do escritor: D'Andréa Dore
    D'Andréa Dore
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

Quando você está esgotada, o mundo não fica mais difícil, você é que fica com menos margem interna para sustentar o que já é difícil.

Por isso, você não começa tentando “melhorar tudo”.

Você começa reduzindo o atrito interno.

Pequenos ajustes que devolvem espaço.



Você não precisa resolver tudo hoje: isso não é consolo, é direção.

Quando você diminui o ritmo de forma consciente, você sinaliza segurança para o seu sistema.

Menos urgência percebida → menos ativação → mais clareza.

Ritmo não é sobre quantidade de tarefas.

É sobre a velocidade interna com que você se pressiona enquanto faz.

Reduzir o ritmo é sair do modo reativo e voltar para escolha.


Observe com precisão: o que te drena não é só o que você faz, mas o que você sustenta sem questionar.

Excesso de disponibilidade.

Responsabilidade emocional que não é só sua.

Decisões tomadas no automático para evitar desconforto.

Limite, aqui, não é confronto.

É ajuste de fluxo.

Quando você não delimita, você vira extensão do ambiente.

Quando você delimita, você preserva centro.


Existe um desgaste que não vem da rotina.

Vem da forma como você se avalia dentro dela.

Cobrança constante mantém seu sistema em estado de insuficiência.

E um sistema que se percebe insuficiente nunca descansa, mesmo parado.

Então você não tenta “parar de se cobrar” de forma abstrata.

Você identifica o ponto exato: onde eu estou exigindo desempenho em um contexto de sobrecarga?

E ajusta o critério: o que é possível sustentar com integridade hoje?

Isso não reduz responsabilidade.

Reduz violência interna.


Você não precisa esperar ter tempo.

Crie micro-interrupções ao longo do dia:

  • 3 ciclos de respiração com exalação mais longa que a inspiração

  • 1 minuto de silêncio sem estímulo (sem tela, sem tarefa)

  • contato físico leve com o próprio corpo (mão no peito, por exemplo)


Isso não resolve tudo.

Mas muda seu estado. E seu estado muda suas respostas.

Consistência é mais importante do que duração.


Você não precisa fazer tudo isso perfeitamente.

Precisa começar.

Uma única mudança já tira você do automático.

E, aos poucos, o cuidado deixa de te consumir…

E passa a caber dentro da sua vida sem te levar junto.

 
 
 

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Sou psicoterapeuta prânica e desde 2017 vinha trabalhando com pessoas que vivem com doenças crônicas, até me tornar cuidadora primária da minha mãe com Alzheimer.

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