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Glossário emocional da cuidadora

  • 24 de mar.
  • 2 min de leitura

Vou direto ao ponto: nomear o que você vive organiza o caos. É como acender a luz num quarto escuro: nada muda de lugar, mas você finalmente enxerga.



Palavras que explicam o que você sente.

E aliviam o peso de achar que é “só com você”


1. Sundowning (síndrome do entardecer)

Acontece na pessoa com demência: mais confusão e agitação no fim do dia.

Em você: o cansaço aumenta justo quando você mais precisa descansar.

Ajuste: menos estímulo, rotina previsível e menos expectativa de controle.


2. Luto ambíguo

Você sente que já perdeu alguém que ainda está aqui.

Dói porque: ninguém vê esse tipo de perda.

Cuidado: permita sentir sem tentar “resolver”.


3. Hipervigilância

Você vive em alerta constante.

Efeito: o corpo não relaxa.

Prática: pequenas pausas ao longo do dia ajudam a reduzir essa tensão.


4. Carga cognitiva

É o peso de ter que lembrar e organizar tudo.

Sinal: mente cansada o tempo todo.

Saída: anotar, criar rotina, simplificar decisões.


5. Sobrecarga do cuidador

Quando você dá mais do que consegue recuperar.

Importante: isso não é fraqueza.


6. Fadiga por compaixão

Cuidar demais sem se cuidar esgota.

Equilíbrio: você também precisa entrar nesse cuidado.


7. Autonegligência funcional

Você cuida de tudo. Menos de você.

Risco: isso vira padrão.


8. Perda de identidade

Você deixa de ser você e vira só “cuidadora”.

Movimento: manter pequenos espaços que são seus.


9. Culpa antecipatória

Culpa só de pensar em fazer diferente.

Lembrete: ter limite não é falhar.


10. Exaustão moral

Você sabe o que seria ideal, mas não dá conta.

Verdade: fazer o possível já é suficiente.


11. Regulação emocional

Conseguir sentir sem se perder.

Começo: dar nome ao que você sente.


12. Autocompaixão

Tratar-se com gentileza.

Base: sem isso, o cuidado pesa mais.


13. Carga energética

Um cansaço que não é só físico.

Cuidado: silêncio, pausa e reconexão ajudam a recuperar.


Para fechar

Quando você entende o que está vivendo, você para de se culpar.

E isso já muda muita coisa.


 
 
 

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Olá, que bom ver você por aqui!

Sou psicoterapeuta prânica e desde 2017 vinha trabalhando com pessoas que vivem com doenças crônicas, até me tornar cuidadora primária da minha mãe com Alzheimer.

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